Não se trata de amor
Nem de tato
É uma insônia perdida na noite
mais uma noite ganhando tempo
para divagar
É só mais uma noite
Disso se trata
De, de madrugada, perder-se
entre algum sonho
De amor, de infância, de verdade
E acordar ensopando
o lençol de baixo
Arrumar a cama na noite
anterior, te mostrar os nós
possíveis de se fazer
caso não haja elástico
Já passa das duas. O cobertor,
quero decifrá-lo melhor,
porque a cada tempo está de um jeito.
Aquece-me demais, mas deixa
frestas para o frio.
O preço do inverno.
Sobre o que há em mim
não deveria me importar tanto
mas sob o que há sim.
Não se trata de amor,
nem de tanto.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
quinta-feira, 23 de abril de 2009
o médico disse que aquilo pode matar. eu não acredito nele. não é assim para morrer. morrer sem penar. morrer sem querer. não é bem assim, fácil como ele prevê. ele não tem culpa, sei. estudou pra isso. mas não acreditei quando ele disse que era fácil uma infecção. se o corpo não diz isso, se a mente não quer, também não vou querer. o médico que me desculpe, mas não vou lhe acreditar. não dei a mínima bola.
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